A história da Moeda

Falar da trajectória do Kwanza é uma autêntica viagem no tempo, com importantes e obrigatórias paragens. Começamos no Nzimbu, pequena concha ou búzio, extraído das praias da Ilha de Luanda. Na sua maioria eram apanhados principalmente por mulheres, sendo que os de cor cinzenta eram considerados de maior valor. Chegamos ao Libongo, pequeno pedaço de tecido de várias dimensões e qualidades, feito à base de fibras da palmeira-bordão. O Sal também foi uma das nossas moedas. Este bem proveniente das minas ou salinas da Quiçama, era moldado em peças de diversas formas como pedras e barras. Estamos no final século XVI, onde se começa a usar o Marfim. Este novo meio de pagamento revela-se a principal fonte de receita do comércio com o exterior. Findo este período, surge o Cobre. Esta moeda de troca, tornou-se numa referência nas transacções comerciais, sendo o metal mais usado para fabricação de utensílios de uso diário como facas, enxadas, flechas, punhais, copos, manilhas, colares e fios.

Aproximamo-nos do Cauri, um pouco antes da nossa viagem terminar, apresentando-se como concha branca de rara beleza, que se afirma durante muitos séculos como a moeda corrente em várias regiões do mundo. Por último, as Contas, objectos ornamentais feitos de sementes, de raízes aromáticas, cilindros, de marfim, pedaços de ossos, dentes, unhas e outros adornos. É por tudo isto, e muito mais, que a História da nossa Moeda é considerada rica. Venha conhecer o nosso Museu da Moeda, baluarte da nossa História.

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