Exposição Permanente

Símbolos Monetários de Angola


Nzimbu

É uma pequena concha "marisquinho” ou búzio cinzento, que as populações, mulheres essencialmente, extraíam nas praias da ilha de Luanda. Segundo Parreira, o Nzimbu (Olivancillaria nana) é diferente do cauri (Cyporea Caurica ou Cyporea moneta). Os Nzimbu eram propriedades do soberano do Kongo. Na época, esses locais constituíam uma verdadeira casa de moeda, onde se recolhiam, em grande quantidade. Era uma moeda de conta, de mais valor que corria, naquele reino, muitos séculos, antes da chegada dos primeiros portugueses no território (1482). Consoante as necessidades, o soberano do Kongo, na época, sabia restringir ou aumentar a quantidade e o valor dos Nzimbu, no mercado local/oficial.

Nzimbu - Museu da Moeda de Angola



Sal

Este produto provinha de minas ou salinas da Kisama (caso das pedras de sal de Ndemba), das regiões entre o Lui e o Cwango e as de Benguela, etc.). O sal era moldado em peças de diversas formas: pedras, barras, etc., embaladas em pacotes e transportado pelos profissionais "carregadores” que percorriam de lés-a-lés o território angolano. Após a extracção das pedras de sal, as populações moldavam-nas, em barras, utilizando o cinzel/escopro. Dos lugares de transformação, as barras eram transportadas, com todo cuidado, às costas, para outras regiões de venda, geralmente, nas áreas do Kwanza e Muxima, onde chegavam, diminuídas/estreitadas.

Sal


Cruzeta de Cobre

Os povos das regiões do Kongo, Ndongo e Lunda eram, desde muitos séculos, exímios ferreiros. O metal era usado para fabricação de utensílios de uso corrente. Por serem muito procurados, os utensílios fabricados tornaram a ser uma referência, nas transacções comerciais. Eram vários, os instrumentos que serviram de moedas: facas, enxadas, flecha, punhais, copos, manilhas, colares, fios, etc., até simples pedaços de metal, sem gravação.

No passado, as populações da área Lunda introduziram, no seu território, uma cruz, concebida a partir do cobre, moldada em forma de X Romano: cruzeta, de tamanho e espessura variados.

Cruzeta de Cobre



Moeda Metálica e Fiduciária em Angola

Em 1694, o governador Jacques de Magalhães trouxe a primeira moeda metálica, a Macuta. Com o incremento do tráfico de escravos, apareceram várias moedas estrangeiras em ouro e prata.

Em 1752, as autoridades coloniais cunharam a primeira moeda privativa para Angola. A essa série, seguiram-se outras, ao longo dos séculos XVII e XIX.

Em Angola, a introdução do papel-moeda data de 1864, com a criação do Banco Nacional Ultramarino (BNU), concedendo a esta instituição privilégios e monopólios. De início, o Banco emitiu 150 contos de reis, dos quais, cerca de 41 postos em circulação.

Macuta  Macuta


Em Agosto de 1975, procedeu-se a "tomada da banca”. Face a fuga maciça de capitais, a partir de 14 de Agosto, o responsável pela pasta do Planeamento e Finanças suspendeu os órgãos sociais das instituições de crédito domiciliadas, na colónia de Angola, para uma Comissão Coordenadora da actividade bancária.

Com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, o Governo da República Popular de Angola tomou um conjunto de medidas visando garantir a independência económica e financeira. Em 5 de Novembro 1976, a Lei nº 69/76 estabeleceu o confisco do Banco de Angola, criando o Banco Nacional de Angola (BNA), como banco central, banco emissor e caixa do tesouro e comércio bancário, única instituição autorizada em actividade creditícia. O sistema de monobanco prevaleceu em Angola até 1991. A Lei da Moeda Nacional, nº 71-A/76 de 11 de Novembro criou o Kwanza, nome que deriva do maior rio que corre em Angola. A 8 de Janeiro de 1977, o Governo do país procedeu à troca das velhas notas da moeda colonial pelas novas notas nacionais.

Nota   Nota

 

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